1º dia em Paris

Chegamos!! E agora??

Chegamos em Paris numa quinta-feira após o almoço. Ao sairmos do avião, nos deparamos com o céu aberto em um lindo azul. Uma aeromoça ao nosso lado comenta:

– Difícil ver um tempo assim por aqui. Costuma sempre ser fechado.

Passamos pelos agentes da alfândega, pegamos nossas malas, encontramos com o motorista contratado para nos levar ao hotel e deixamos o aeroporto.

Nosso primeiro contato com a cidade ocorreu dentro da van que nos levou ao hotel. Estradas planas e bem sinalizadas, trânsito livre, uma beleza. Chegamos no hotel, situado próximo da Gare Saint-Lazare, deixamos nossas coisas no quarto e saímos.

– E agora? Estamos em Paris! Pra onde vamos?

A vontade por desbravar as proximidades era tanta que, naquele momento, todos os roteiros que havíamos visto no Brasil foram solenemente ignorados. Quando nos demos conta, estávamos caminhando pelas ruas de Paris, em direção às Galerias Lafayette da Hausmann.


Galeries Lafayette

http://www.galerieslafayette.com

Luxo e sofisticação. Um grandioso templo do consumo que abriga as marcas mais famosas do mundo e nós, lá dentro, sem a menor intenção de gastar um único centavo. Nosso único interesse era filmar o ambiente e a belíssima abobada que pairava sobre as lojas de Chanel, Ives Saint Laurent, Giorgio Armani, Bulgari…

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Interior das Galerias Lafayette.

Após conseguirmos as imagens, nos despedimos dos perfumes e acessórios mais cobiçados do mundo e saímos em direção ao Ópera de Paris, ou Palais Garnier.


Palais Garnier – Ópera National de Paris

http://www.operadeparis.fr/

Filmamos a fachada e tiramos fotos. Chegamos a visitar o saguão do teatro, mas resolvemos ficar por ali mesmo, pois não queríamos pagar para entrar. Ali pela primeira vez pudemos ver um grande número de turistas de diferentes países aglomerados no mesmo local. Não sabíamos, mas esta cena iria se repetir por toda a viagem, e faria com que nos sentíssemos mais integrados à cidade, onde quer que fossemos.

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Palais Garnier.

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Palais Garnier visto da Avenue de l'Opéra.

Deixamos o Opera e fomos à Zara, logo ao lado, ver algumas camisas. Chegamos à conclusão que o preço era equivalente ao que pagaríamos no Brasil, ao câmbio da época, e desistimos da compra. Saímos andando por uma das ruas que achamos das mais charmosas de Paris: o Boulevard des Capucines. Destino? Igreja de Madeleine.

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Vista do Boulevard des Capucines com a Madeleine ao fundo.

No meio do caminho, demos uma paradinha num caixa eletrônico para testar se o cartão de débito funcionava mesmo naquelas paradas. Depois de tentar a senha de 4 dígitos sem sucesso, fizemos uma segunda e última tentativa no dia, pra não bloquear a conta: arriscamos a senha de 6 dígitos para saque normal usada aqui no Brasil. Funcionou! Em poucos segundos estávamos com os euros na mão. Parece simples, mas não é. Depois de ler um monte de informações desencontradas na internet, estando em outro país, com outras siglas e termos no caixa eletrônico, é normal encontrar alguma dificuldade. Nós vimos outros turistas desistirem de sacar dinheiro na mesma situação. Mas enfim Madeleine, aí vamos nós.


Église de La Madeleine

http://www.eglise-lamadeleine.com/

A igreja construída por Napoleão Bonaparte, nos moldes de um templo grego e dedicada a Maria Madalena, impressiona por suas dimensões e beleza. É visita indispensável para os amantes da arquitetura grega!

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Para se ter uma idéia do tamanho do prédio, repare nas pessoas ao pé das colunas sobre a escadaria.

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Detalhe da fachada.

De suas escadarias, pode-se ver a famosa Place de La Concorde. Foi para lá que nos dirigimos:

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Place de la Concorde vista da Madeleine.


Place de La Concorde

http://www.paris.org/Monuments/Concorde/

Nesta praça histórica foram guilhotinadas mais de mil pessoas na revolução francesa, incluindo Luis XVI, Maria Antonieta, Robespierre e Danton. Possui duas fontes belíssimas entre as quais há um obelisco com cerca de 3200 anos de idade trazido da cidade de Luxor, no Egito.

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Place de la Concorde. Ao fundo, Madeleine.

Desta praça, situada às margens do rio Sena, pode-se avistar a igreja Madeleine, a Champs Elysées, o Arco do Triunfo, a Torre Eiffel, o prédio da Assembléia Nacional (Palais-Bourbon), o Jardim das Tulherias e o Museu do Louvre.

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Place de la Concorde. Detalhe de uma das fontes.

Cansados da viagem e das andanças do primeiro dia, resolvemos voltar ao hotel pra descansar um pouco. Claro que o retorno contou com uma parada no McDonald’s. Afinal, ninguém é de ferro! Mas antes, demos uma passadinha na Place Vendôme.


Place Vendôme

http://www.paris.org/Monuments/Vendome/

Acreditamos que o maior atrativo na visita à Place Vendôme tenha sido o caminho que percorremos para chegar até ela. Repletas de lojas luxuosas, as ruas que nos levaram à Vendôme roubaram a cena. Era tanto luxo, beleza, limpeza e organização, que quando chegamos à praça, não conseguimos processar direito a informação. Excesso de beleza dá nisso…

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Fachada da joalheria Mellerio dits Meller, próxima à Place Vendôme.


No Hotel

Chegando ao hotel, uma grave constatação: nossa câmera digital estava quase sem bateria. Isto nos levou a uma outra grave constatação: o carregador não encaixava na tomada do hotel. Terceira grave constatação: o hotel não tinha nenhum adaptador para emprestar. Resultado: teríamos de encarar o metrô de Paris pela primeira vez e dar um pulo na FNAC ou Virgin da Champs Elysées para comprar o bendito adaptador pra tomadas. Vamos lá!


Le Métropolitain – O metrô de Paris

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Estação de metrô em Paris.

Paris possui 14 linhas de metrô e, segundo o mapa que pegamos no hotel, 284 estações, que praticamente cobrem todo o centro histórico da cidade. Para circularmos por lá não precisamos de outra condução, exceto para irmos a Versalhes, quando tomamos o trem.

Compramos os bilhetes na estação Villiers, próxima ao hotel. Mas antes nos dirigimos a um funcionário que trabalhava no guichê da estação. Pacientemente e com toda a educação, ele nos ensinou a usar a máquina que vende bilhetes. Há máquinas que aceitam cartão de crédito e outras que aceitam dinheiro (moedas). Comprando 10 bilhetes de uma vez sai mais em conta do que comprá-los em menor quantidade. Diferentemente do metrô de São Paulo, lá não há um bilhete com 10 passagens. Compra-se 10 bilhetes com desconto no preço final. Simples assim.

Após algumas estações, estávamos na Avenida Champs Elysées.


Avenue des Champs Elysées

http://www.champselysees.org/

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Avenida Champs Elysées. Ao fundo, a Place de la Concorde.

Sofisticada e acolhedora, com suas calçadas largas e um grande número de pessoas circulando pelas lojas, a Avenida Champs Elysées é local agradável para se caminhar à noite, o que aliás fizemos enquanto estivemos lá.

Os diversos cafés convidam os pedestres a tomarem lugar nas mesas dispostas nas calçadas, seja pelo aspecto acolhedor ou por seus irresistíveis aromas. Mas tínhamos um objetivo, e não cedemos à tentação: fomos direto à FNAC.

Chegando na loja, compramos o adaptador. Demos mais uma voltinha na avenida, depois tomamos o metrô e voltamos ao hotel para descansar. Fim do primeiro dia em Paris.

6ª feira – 2º dia em Paris

Château de Versailles

http://www.chateauversailles.fr/

Porque visitar o Palácio de Versalhes, numa sexta-feira, recém-chegados em Paris, com tantas atrações mais próximas e mais acessíveis? Porque aos finais de semana a entrada para o palácio é mais cara.

Totalmente convencidos por este argumento, resolvemos sair do hotel pela manhã, em direção ao palácio, sem saber direito o que encontraríamos pela frente. Versalhes fica próxima de Paris, e para chegarmos lá tivemos que tomar um metrô e dois trens. Descemos em Versalhes na estação final e saímos caminhando, seguindo a multidão de turistas que desceu conosco do trem, pois não sabíamos direito pra que lado ir.

Primeiro, avistamos o palácio. Depois, uma fila imensa. Em seguida, descobrimos que aquela era a fila que deveríamos pegar para comprar os bilhetes de entrada… Poderíamos ter comprado os bilhetes na FNAC em Paris um dia antes e ter evitado aquela fila, mas não o fizemos por não sabermos exatamente qual ingresso adquirir. Haviam vários tipos de ingressos, cada um dando acesso a determinados locais e eventos, ou seja, quanto mais analisávamos as opções, todas em francês, mais dúvidas tínhamos. Devido a isso, naquele momento estávamos parados naquela fila enorme, local e hora ideais para refletirmos sobre o universo, a humanidade e a vida, e chegarmos a uma conclusão óbvia:

– Deveríamos ter saído BEM cedinho do hotel…

Compramos os ingressos. Escolhemos os que permitem ver todo o complexo, ou seja, o Palácio, os Jardins e o Estado de Maria Antonieta, que abrange o Petit e Grand Trianon. Pegamos os ingressos e disparamos para dentro do château. Primeira parada: Capela Real.

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Capela Real

Após nos deleitarmos com a lindíssima capela, vimos o restante das salas, o que nos deu uma fome danada. Fizemos então um lanchinho na lanchonete do palácio, que por sinal é muito boa e nem é tão cara.

Tudo lá é muito bonito e luxuoso, mas o que mais nos chamou a atenção foi o Salão dos Espelhos e a Galeria das Batalhas.

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A belíssima Galeria das Batalhas.

A Galeria das Batalhas surpreende não apenas por sua beleza e iluminação natural, mas também porque abriga uma coleção incrível de quadros de Napoleão. Só mesmo estando lá pra saber!

Depois de visitar todo o palácio, fomos conhecer os famosos jardins de Versalhes.

Os ingressos que adquirimos davam direito às Grandes Eaux Musicales. Depois descobrimos no que consistiam estas Grandes Águas Musicais: por volta das 15h30 ligaram as fontes do palácio, e as caixas de som espalhadas pelos jardins começaram a tocar uma bela música que estimamos ser francesa, do século XVIII.

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Os Jardins de Versalhes.

Nosso passeio pelos jardins incluiu o Petit Trianon, o Grand Trianon e o belíssimo Le Temple de l´Amour. Destaque também para os maravilhosos sorvetes que um senhor vendia próximo à entrada do Grand Trianon. Os nossos sorvetes não chegam nem aos pés daqueles…

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Grand Trianon e Jardins.

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Temple de l'Amour.

No início, tirávamos fotos das estátuas nos jardins. Uma mais bela que a outra. Mas depois desistimos. Eram tantas as estátuas, e tão bonitas, que desanimamos.

Achamos tudo tão bonito e tão grandioso em Versalhes, que após deixar o palácio pensei comigo: “Impossível ver algo que nos surpreenda mais do que tudo o que vimos hoje em Versalhes”. Porém, este pensamento não duraria muito tempo. Estávamos indo para a Torre Eiffel.


Tour Eiffel – 1ª visita

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Rio Sena com a Torre Eiffel ao fundo.

Avistamos a torre ainda dentro do trem, em uma imagem parecida com a dos cartões postais e fotos que havíamos visto no Brasil, só que dessa vez era bem maior.

Descemos do metrô na estação Champ de Mars e caminhamos até a base da torre. A primeira impressão que nos causou, vista de perto, era de assombro. Olhávamos pra ela, e olhávamos, olhávamos, mas não conseguíamos acreditar no que estávamos vendo. Ela era magnífica, linda e absolutamente enorme. Somente depois de algum tempo andando debaixo dela é que começamos a nos acostumar com a sua presença.

Não pretendíamos subir na torre porque já estava escurecendo. Queríamos apenas vê-la de perto. Então resolvemos nos acomodar sobre o gramado do Campo de Marte para bater algumas fotos. Lá estávamos quando, às 22h00 em ponto, fomos surpreendidos pelo início das luzes piscantes da torre. Ouvimos um “Ohhh” de todas as pessoas que estavam ao nosso redor, e o que vimos depois disso foi uma infinidade de flashes fotográficos para registro daquele momento tão esperado por todos. Exceto por nós, que fomos apanhados de surpresa.

Saciados de tanta beleza, resolvemos tomar o metrô e ir até a Champs Elysées para comer alguma coisa.

Novamente, aquele pensamento surgiu: “Agora sim nada pode nos surpreender mais do que acabamos de ver aqui, na Torre Eiffel”. E novamente eu estava enganado. No dia seguinte, visitaríamos a Sainte-Chapelle.

Sábado – 3º dia em Paris

Basilique du Sacré Coeur de Montmartre

http://www.sacre-coeur-montmartre.com/

Dos locais que pretendíamos visitar em Paris neste dia, a igreja do Sagrado Coração era a que ficava mais fora de mão, então resolvemos começar por ela.

Logo ao sair do metrô, uma diferença ficou evidente: as largas avenidas e prédios imponentes deram lugar a ruas estreitas e prédios comerciais que lembravam um pouco o comércio de vielas nas proximidades da rua 25 de Março em São Paulo, incluindo as baciadas de produtos populares em promoção. O número de pessoas que andava pelas ruas era grande, e pela primeira vez tivemos que redobrar o cuidado com nossas coisas – duas máquinas fotográficas com lentes, acessórios e dinheiro.

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Basílica de Sacre Coeur

Subimos a colina em direção à igreja. Era grande o número de africanos que vendiam informalmente artigos para turistas. As lojas também vendiam grande número de souvenirs, e a tentação para comprar algo era grande.

Já próximos da basílica, pudemos ver com mais detalhes as duas belas estátuas que guardam a entrada do templo: São Luis e Joana D´Arc.

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No primeiro plano, estátua de Joana d'Arc. Ao fundo, Sacre Coeur.

A vista da cidade na entrada da basílica é boa, mas há melhores em Paris. Resolvemos então conhecer as redondezas da igreja, que incluía as boêmias ruas de Montmartre, e um jardim escondido atrás da igreja que, devido a ser pouco frequentado, era uma verdadeira jóia de paz incrustrada na colina.

Resolvemos deixar Montmartre e descemos a escadaria ao lado do funicular. Nosso destino agora era o Hôtel-de-Ville.


Hôtel-de-Ville – Prefeitura de Paris

Descemos em uma estação próxima ao prédio da Prefeitura. Mesmo assim, com duas cabeças pensantes e o mapa da cidade na mão, conseguimos a proeza de nos perder. Precisamos pedir auxílio e assim encontrar o caminho correto.

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A Prefeitura de Paris - Hotel de Ville.

Depois de uma boa caminhada, chegamos lá. Fotografamos o prédio que, mesmo se fosse menos bonito, já chamaria a atenção. Em seguida, e desta vez sem nos perder, fomos para a Catedral de Nossa Senhora de Paris, a famosa Notre Dame.


Cathédrale Notre Dame de Paris

http://www.notredamedeparis.fr/

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Catedral de Notre Dame.

Não é todo dia que entramos em uma catedral gótica com quase mil anos de idade, imortalizada pela obra de Victor Hugo, onde foram coroados Henrique VI da Inglaterra, Napoleão Bonaparte, e beatificada Joana d’Arc. Por isso, resolvemos aproveitar, passando boa parte da manhã visitando a catedral.

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Notre Dame - Vitral.

Ao final da visita, resolvemos almoçar. Perguntamos de um lojista onde encontraríamos um mercadinho, e o resultado de nosso inglês passável com o espanhol do cara (ele não falava inglês!) foi que andamos muito e não encontramos nada. Perguntamos de novo, e novamente nos indicaram que estávamos muito perto de alguma coisa, mas andávamos, andávamos, e nada. Até que encontramos um mercadinho que não tinha nada a ver com as duas indicações. Compramos a comida e acabamos comendo na praça, dividindo nosso caríssimo almoço com alguns bem-alimentados pombos de Paris.


Sainte-Chapelle

http://sainte-chapelle.monuments-nationaux.fr/

Depois do agradável almoço com os pombos, chegamos à Sainte-Chapelle. Havia uma pequena fila para entrar. Resolvemos que enquanto um de nós guardaria o lugar na fila, o outro sondaria o valor do ingresso. Fui ver o ingresso, e voltei à fila desanimado:

– Custa $$$$$ para entrarmos!! Muito caro! Um abuso! Absurdo! Onde já se viu!! Tem certeza de que vale a pena pagar tudo isso apenas pra ver mais uma igreja??

A resposta chegou ignorando todos os meus argumentos, e veio tão cheia de convicção que me fez duvidar até de minhas próprias certezas:

– Cara, lamento, mas eu não vou sair daqui sem ver a Sainte-Chapelle!!

Hoje, sinto calafrios ao lembrar que, por momentos, estive a ponto de não entrar nesta que é considerada uma das maiores obras da arquitetura ocidental, uma obra-prima da arquitetura gótica, construída em 1248 pelo rei Luís IX para abrigar a suposta coroa de espinhos usada por Cristo.

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Sainte Chapelle.

Ahhh, Sainte-Chapelle… Essa sim foi insuperável.


Fontaine Saint-Michel

Ao sairmos da Ile de la Cité, resolvemos ir até o Museu d’Orsay a pé, caminhando às margens do Sena. O primeiro ponto em que paramos foi a belíssima fonte de São Miguel. Claro que iríamos bater uma foto.

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Fonte Saint-Michel.


Musée d’Orsay

http://www.musee-orsay.fr/en/home.html

Prosseguindo nossa caminhada, conseguimos chegar ao museu d’Orsay no exato momento em que fechava suas portas, às 18h00. Assim, tivemos que nos contentar em apreciar a bela fachada do museu, e tomar um ar no agradável boulevard ao lado. Aliás, a tarde estava tão linda, e nós tão cansados, que não dava mais vontade nenhuma de sair dali. Mas nós tínhamos à nossa frente a cidade de Paris para ser explorada, então afugentamos a preguiça e prosseguimos nossa marcha em direção à Ponte Alexandre III. É claro que fomos acompanhados pelo Sena.


Pont Alexandre III

É a mais bela ponte de Paris. Construída no final do século XIX, possui decoração em estilo Art-Nouveau, combinando com o prédio do Grand Palais, logo ao lado.

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Ponte Alexandre III. Ao fundo, o Grand Palais.


Grand Palais & Petit Palais

http://www.grandpalais.fr

http://www.petitpalais.paris.fr

Não visitamos o interior destes palácios, apenas seu exterior. Porém, são tão belos que pareceu reduzir-se a um breve instante todo o tempo em que ficamos à sua frente, admirando-os. Cada foto era a revelação de um detalhe magnífico. Quantos são os poemas que nos embriagam da forma como fizeram estes dois palácios? Quão poucos são?

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Grand Palais.

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Grand Palais - Colunata.

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Petit Palais.

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Petit Palais - Jardim.

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Vista da Torre Eiffel. Pode-se ver a Ponte Alexandre III, Petit e Grand Palais, Madeleine ao fundo, Place de la Concorde à direita.

Decidimos deixar os palácios e ir comer, adivinha aonde? Na Champs Elysées, de novo!

Mais tarde, já de tanque cheio, resolvemos descer até o Trocadéro para fotografar a Torre Eiffel piscando.


Trocadéro

No Trocadéro nos juntamos a uma multidão que teve a mesma idéia que nós, e espremidos, aguardamos o início do pisca-pisca. Aqui foi a primeira vez que encontramos e conversamos com brasileiros desde que chegamos a Paris. Ao contrário de Londres, não encontramos muitos brasileiros por lá.

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Torre Eiffel vista do Trocadéro.

Depois de fotografar a torre, tomamos o metrô e fomos para o hotel. Já tínhamos decidido que visitaríamos o Museu do Louvre pela manhã.

Domingo – 4º dia em Paris

Musée du Louvre

http://www.louvre.fr

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Museu do Louvre.

Deixamos o Brasil com uma enorme expectativa para conhecer o Louvre. Finalmente poderíamos ver de perto a Mona Lisa, Vênus de Milo, Vitória da Samotrácia, obras de Michelangelo, da Vinci, Rafael, Delacroix, Géricault, Rubens, David, e tantos outros grandes mestres. Mas apesar da ansiedade, optamos por visitá-lo apenas no domingo.

Acordamos bem cedinho e disparamos para a entrada principal do museu, aquela da pirâmide. Não queríamos entrar pelas entradas laterais, que sempre ficam vazias. Queríamos pela pirâmide! Por isso acordamos cedo.

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Louvre - Detalhe da Pirâmide, com o prédio ao fundo. O moderno e o antigo juntos em harmonia.

Chegamos lá por volta das 8 horas e quase não havia fila. Esperamos um pouco até o museu abrir. Descemos as escadas rolantes, fomos a um guichê e compramos os ingressos. Em seguida, adivinhe o que fizemos: fomos direto para a sala da Mona Lisa. Incrível é que chegando lá, a sala já estava cheia de gente! E isto porque fomos uns dos primeiros a entrar no museu!!

Após visitarmos a Mona Lisa, fomos explorar o museu. Difícil destacar algo em meio a tantas maravilhas, porém algo que não esperávamos mas que nos chamou a atenção foram os suntuosos apartamentos de Napoleão III.

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Louvre - Hall das esculturas.

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Cupido e Psiquê, de Antonio Canova.

Se você gosta muito de arte, considere isto: 1 dia é pouco para ver todo o Louvre. Se você gosta muito de arte, e tem tempo disponível, reserve ao menos 2 dias inteiros para visitar o Louvre. E não esqueça de levar seu lanche, porque a comida lá dentro custa uma fortuna!


Tour Eiffel – 2ª visita

http://www.tour-eiffel.fr/

Saímos do Louvre em uma bela tarde ensolarada, daquelas tardes irresistíveis que convidam a todos para passear ao ar livre e deixam com remorsos quem recusa tal convite. Porém, estávamos exaustos depois de andar por todo o Louvre, de modo que a idéia de tomarmos um metrô para irmos à Torre Eiffel nos pareceu mais necessária do que agradável.

Chegamos na torre e entramos na fila. Há controvérsias sobre a questão: subir ou não subir até o 3º e último piso da torre Eiffel. Na nossa opinião, vale a pena, uma vez que até o 2º piso há outros lugares em Paris que oferecem vistas similares da cidade, como o Panteão, a colina de Sacre Coeur ou Notre Dame. Já no terceiro piso, que fica a 276 metros acima do solo, a vista é única!

Para subirmos ao 3º piso tivemos que pegar a fila para comprar os ingressos para o 2º piso, pois não estavam vendendo ingressos direto ao topo. Em seguida nova fila para tomar o elevador de 2 andares. Já no 2º piso entramos em uma pequena fila para comprar o ingresso para o 3º piso, e depois entramos na demorada fila do elevador que dá acesso ao último piso da torre. Sim, foram 4 filas, a espera foi grande, mas como já dissemos, valeu muito a pena!!

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Champ de Mars.

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Rio Sena visto do alto da Torre Eiffel.

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Eram cerca de 21h00, horário de verão, quando batemos esta foto.

Já de noite, descemos da torre e fomos à pé até a Praça Charles de Gaulle (l’Etoile) fotografar o Arco do Triunfo.


Arc de Triomphe

http://arc-de-triomphe.monuments-nationaux.fr/

O jeito mais seguro de chegar ao Arco do Triunfo é pelas passagens subterrâneas que dão acesso à praça Charles de Gaulle. E foi isto que fizemos. Entramos por um acesso na Av. Champs Elysées e, ao sairmos do tunel, tivemos uma visão esplendorosa. O arco é magnífico e impressiona por sua beleza e imponência. Já o havíamos visto quando passávamos pela Champs Elysées, mas estando tão próximo, bem embaixo dele, a visão era muito mais impressionante.

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Imponência e beleza no centro da movimentada Praça Charles de Gaulle. Repare a multidão em cima do Arco.

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Arco do Triunfo visto da Avenida Champs Elysées.

Havia a opção de subirmos no arco para apreciarmos a vista, mas ao invés disso optamos por comer alguma coisa e voltar para o hotel para descansar. Afinal havíamos passado por Louvre, Torre Eiffel e subido a pé até o Arco do Triunfo, tudo no mesmo dia! Precisávamos reservar alguma energia para nosso último dia em Paris.

2ª feira – 5º dia em Paris


La Défense

http://www.paris.org/Monuments/Defense/

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O Grande Arco é tão grande que a Catedral de Notre Dame caberia dentro dele.

Resolvemos visitar o centro empresarial La Défense porque queríamos conhecer de perto um moderno centro empresarial europeu. Visitamos La Grande Arche (o Grande Arco), nos impressionamos com seu tamanho, mas mesmo assim preferimos não subir no Grande Arco, pois tínhamos muito ainda que ver em nosso último dia em Paris. Apreciamos os modernos prédios nos arredores, e depois fomos embora. Destino? Hôtel des Invalides.


Hôtel des Invalides – Musée de l’Armée

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O Dome sob o qual está sepultado Napoleão.

Com o tempo (e dinheiro) escassos, visitamos apenas a entrada do Hôtel des Invalides, e o acesso ao Museu das Armas. Saímos dali direto para o Panteão.


Panthéon

http://pantheon.monuments-nationaux.fr/

O belíssimo prédio do Panteão ocupou nosso tempo de visitação por todo o restante da manhã. Em seu interior pudemos admirar diversas obras de arte, além de sua arquitetura notável. Subimos até as galerias da cúpula, onde se tem uma ótima visão da cidade. Destaque para o pêndulo de Foucault instalado no centro do prédio.

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Interior do Panteão de Paris.

Aqui encontramos uma recepcionista que falava Português. Perguntamos o que achava do Château de Vincennes, e ela respondeu que era um lugar muito legal pra se conhecer. Bom, depois do incentivo, foi para lá que fomos.


Château de Vincennes

http://www.chateau-vincennes.fr/

Apesar de estar fora da região central de Paris, pode-se ir ao Castelo muito facilmente de metrô. E foi o que fizemos. Chegamos lá, entramos na fortaleza e demos de cara com uma situação que nos perseguiu por toda a viagem: a capela real, gótica, lindíssima, estava interditada para reformas. Parecia que estavam reformando a Europa inteira!! Todo lugar que íamos, em reforma! Mas fazer o quê? Fomos então para o castelo.

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O Castelo de Vincennes já foi morada do rei Henrique V.

É emocionante entrar em uma fortaleza medieval, que foi morada de reis, um lugar do passado longínquo que foi preservado ao longo dos anos. Em cada sala ou corredor que visitávamos podíamos imaginar a sua utilização pelas pessoas que lá viveram.

Já viu em filmes tropas inimigas tentando invadir um castelo, no qual arqueiros despejam suas flechas sobre os invasores através de pequenos vãos existentes na muralha de proteção? Pois é, o Château de Vincennes é um lugar como este.

Não vimos no castelo nenhuma sala com reconstituição de móveis de época, tal como havia em Versalhes. Portanto aqui a imaginação é um acessório obrigatório durante a visita.

Terminada a aventura, tomamos o metrô e voltamos ao centro de Paris. Queríamos conhecer os Jardins de Luxemburgo.


Jardin du Luxembourg

Imagine uma grande obra de arte verde, ao ar livre, onde os visitantes podem acessar seu interior e, de certa forma, interagir com a mesma. Assim são os jardins do Palais du Luxembourg, que atualmente é a sede do senado francês. O parque é repleto de esculturas, e parece ter sido projetado para que as pessoas pudessem sentar-se para contemplar o local, o que aliás é o que acontece.

Logo que entramos visitamos a bela Fontaine de Médicis. Nos chamou a atenção o fato de encontrarmos dezenas de pessoas sentadas ao redor da fonte com pranchetas, papéis e lápis, desenhando aspectos do local. Mais tarde encontraríamos mais pessoas desenhando em outros pontos do parque.

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Fontaine de Médicis.

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Fontaine de Médicis - Detalhe.

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Fontaine de Médicis - Detalhe.

Paris é muito linda, e andar de um lado para o outro como estávamos fazendo há 4 dias nos deixou exaustos. Vendo bancos de madeira livres naquele oásis verde, não resistimos a um descanso improvisado.

Parcialmente restaurados, saímos do parque para comer algo. Depois passamos para a margem direita do Sena e fomos para a região de Les Halles.


Paroisse Saint-Eustache – Les Halles

http://www.saint-eustache.org/

Chegamos ao agradável jardim da Paróquia de São Eustáquio, onde paramos para bater umas fotos antes de prosseguir nossa caminhada.

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Paróquia Saint-Eustache.

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Saint-Eustache e l'Ecoute.

O fato de estarmos seguindo este caminho tinha um interesse bem maior que o de conhecer esta ala mais modernista de Paris: era o caminho de volta para o Hotel, para onde pretendíamos ir a fim de descansar um pouco. Já havíamos resolvido que, à noite, fotografaríamos o Louvre e o Ópera de Paris, portanto precisávamos recarregar as baterias da máquina digital, e as nossas.

Ao deixarmos o jardim, visitamos as lojas subterrâneas de Les Halles, e ficamos impressionados com o tamanho daquele shopping, se é que podemos chamá-lo assim! É muito grande, e muito movimentado, de forma que deixamos aquele local e fomos definitivamente para um merecido descanso no Hotel.


Louvre à noite

Vamos direto ao ponto: queríamos fotografar a pirâmide iluminada, além do prédio do Louvre e o Ópera de Paris. Voilá:

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Louvre com Pirâmide iluminada.

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Louvre iluminado.

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Arc de Triomphe du Carrousel à frente do Louvre.

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Palais Garnier.

Terminada a sessão de fotos, voltávamos ao hotel com a sensação de dever cumprido, quando surgiu uma dúvida:

– O pessoal da agência de viagens disse a que horas o motorista passaria para nos levar à estação de trem?

– Humm, não lembro, acho que não disseram nada… Mas se o trem sai às 11h13, então ele deve passar no hotel umas 10h00… O hotel é próximo da Gare du Nord, não tem porquê passar mais cedo que isso. Acordamos às 9, arrumamos nossas malas, tomamos café e esperamos por ele, ok?

E fomos para o hotel.

3ª feira – Destino: Londres


Au revoir, Paris

Eram 8 horas da manhã quando o telefone do quarto tocou. Mesmo com a cabeça enfiada no travesseiro, meu braço encontrou o aparelho. Uma voz do outro lado disse algo em inglês:

– Bom dia senhor, o motorista já está lhes aguardando aqui na recepção.

Motorista? Recepção? Pulamos das camas assustados e começamos a fazer as malas o mais rápido que podíamos. Checamos se os documentos estavam conosco, se não esquecíamos nada no quarto, e descemos tropeçando para a recepção.

Chegando lá, vimos uma van estacionada na frente do hotel e diversos turistas aguardando na recepção.

– Nossa! Estamos atrasando todo mundo!!

Fizemos o check out rapidamente, enquanto todos os turistas entravam na van. Em seguida saímos apressados do hotel em direção à van, quando nos encontramos com o nosso motorista. Somente aqui descobrimos que nossa van não era aquela. Mesmo assim, ele estava com muita pressa.

– Adeus café da manhã…

Sem tempo para comer nada, partimos de estômago roncando para a Gare du Nord.


Gare du Nord – Eurostar

De todos os lugares que visitamos, a Gare du Nord foi o único onde tivemos dificuldades para encontrar o que buscávamos. A sinalização era precária, e não encontrávamos ninguém que falasse inglês para nos orientar. Por fim, encontramos uma alma que nos orientou, dizendo que o acesso pela alfândega deveria ser feito no andar superior.

Subimos as escadas e, enquanto aguardávamos pelo nosso horário de entrada, preenchemos a declaração de bens. Liberada a entrada, fizemos a entrevista com os agentes da alfândega.

Diferentemente dos agentes franceses, que apenas nos solicitaram os passaportes, aqui os ingleses pediram, além do passaporte, o ticket da passagem de volta para o Brasil, e fizeram algumas perguntas de forma pouco amistosa sobre o que iríamos fazer em Londres e quando pretendíamos voltar. Mas felizmente, deu tudo certo!

No saguão de embarque, resolvemos comprar nosso café da manhã. O preço? Padrão Paris, caríssimo! Mas não tivemos escolha. Em seguida trocamos alguns euros para libras, a uma taxa absurda! Realmente não vale a pena trocar dinheiro onde você não tem opção, mas queríamos ter algumas libras conosco.

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Plataformas de embarque da Gare du Nord.

Liberado o embarque, descemos para a plataforma. Fomos uns dos primeiros a entrar no vagão, e levamos uma mala cada um, tamanho médio. O bagageiro ficava na entrada do vagão, ao lado da entrada para os assentos, e não era dos maiores, de forma que quando entramos encontramos espaço livre, mas se tivéssemos entrado por último, ficaríamos sem espaço para acomodar as malas.

O trem saiu exatamente no horário marcado: 11h13. Nem um minuto a mais ou a menos. Cerca de 2 horas depois, estávamos em Londres.

> Chegada em Londres

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